Lula e Trump cancelam coletiva após encontro reservado de 3 horas na Casa Branca
Os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump cancelaram a entrevista coletiva que fariam após a reunião bilateral realizada nesta quinta-feira na Casa Branca. O encontro ocorreu inteiramente a portas fechadas e durou quase três horas.
A decisão aumenta o mistério em torno das conversas entre os dois líderes e reforça a estratégia do governo brasileiro de reduzir exposição pública durante a visita aos Estados Unidos.
Mais cedo, já havia sido revelado que Lula pediu à Casa Branca para restringir o acesso da imprensa ao encontro no Salão Oval. Diferentemente do protocolo tradicional adotado em reuniões presidenciais americanas, jornalistas não acompanharam o início da conversa entre os chefes de Estado.
Após o encontro reservado, também foi cancelada a declaração conjunta prevista inicialmente pela agenda oficial. Segundo informações divulgadas pelo Metrópoles, Lula fará apenas uma manifestação individual na Embaixada do Brasil em Washington.
O presidente brasileiro chegou à Casa Branca por volta do meio-dia, no horário de Brasília, e deixou o local às 15h após uma longa conversa com Trump e integrantes dos dois governos. Em seguida, os líderes participaram de um almoço reservado.
Nos bastidores diplomáticos, o cancelamento da coletiva chamou atenção porque encontros bilaterais desse porte normalmente terminam com pronunciamentos públicos para detalhamento de acordos, sinalizações políticas ou esclarecimentos sobre temas discutidos.
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Segundo integrantes do governo brasileiro, a pauta incluiu combate ao crime organizado, comércio internacional, minerais críticos e questões econômicas envolvendo tarifas ainda aplicadas a setores brasileiros.
A reunião aconteceu sete meses após o último encontro entre Lula e Trump, realizado durante evento internacional na Malásia. Desde então, o Palácio do Planalto tenta evitar situações consideradas desconfortáveis diante da imprensa internacional, especialmente em eventos ao lado do presidente americano.
O clima reservado da reunião e a ausência de coletiva alimentaram especulações políticas nas redes sociais sobre possíveis tensões, divergências ou negociações sensíveis discutidas entre os dois governos.

