Manaus

Grupo de Amazonino toma comando do PMN no Amazonas

MANAUS – O advogado Marcelo Amil informou, na noite desta segunda-feira (2), que não preside mais o Partido da Mobilização Nacional (PMN) no Amazonas. Em carta pública, ele disse que foi retirado do comando da sigla porque não cedeu a pressões para abrigar no partido pessoas ligadas ao ex-governador Amazonino Mendes (sem partido).  O PMN agora será presidido pelo ex-presidente da Empresa Estadual de Turismo do Amazonas (Amazonastur) e aliado do ex-governador, Orsine Júnior.

Na carta pública, Amil disse que desde o mês de janeiro vinha recebendo pressões para receber no partido um grupo ligado a Amazonino.

“Recusei-me. Conversei, por ordem do presidente nacional, com pessoas desse grupo. Ouvi deles que seria passado um trator por cima de mim. Disse que esperaria o trator. Quis acreditar que o estatuto do partido seria respeitado, que um partido estatutariamente socialista não se renderia a qualquer coisa que não fosse sua ideologia. Infelizmente estava enganado”, afirmou.

“Na manhã de ontem fui surpreendido com a desativação do diretório que eu presidia, e hoje visualizei no site do TRE a nomeação de uma nova direção. Lamento que o presidente Massarollo que me pediu pra ir à SP onde me convidou a presidir o partido não tenha tido a hombridade de me telefonar pra dizer que eu não seria mais presidente. Minha gestão iria em tese até maio de 2020. Infelizmente o trator do atraso passou por cima das flores do futuro. Sigo meu caminho defendendo tudo em que sempre acreditei”, escreveu Amil. Ele vinha se apresentando como pré-candidato a prefeito de Manaus.

Em nota, o diretório do PMN no Amazonas confirmou que desde o dia 28 a aliança local está sob nova direção, conforme decisão do diretório nacional do partido.

Orsine, segundo a nota, afirmou que “o compromisso da nova diretoria no Amazonas é consolidar a proposta do partido de mobilizar para mudar e fortalecer a atuação estadual para integrar cada vez mais as estratégias locais com as nacionais, e assim promover uma política totalmente voltada para melhorias em prol da população amazonense”.

Com o avanço sobre o PMN, Amazonino tem um partido para consolidar sua candidatura e acomodar aliados. Ele saiu do PDT em 2019 brigado com a direção estadual.

Aliados de Amazonino dizem que a candidatura dele à Prefeitura de Manaus está posta, e que o único obstáculo para ela não se concretizar é se a saúde delicada do político piorar.

Além de cardiopata e baixa audição, problemas de saúde já tornados públicos nos últimos mandatos do político, ele estaria com problemas renais. “Se ele não entrar na hemodiálise, ele será candidato”, disse ao site um aliado e ex-auxiliar do último do governo de Amazonino.

Por esta carta torno público que não sou mais o presidente estadual do PMN Amazonas.

Em julho de 2019 fui chamado à convenção nacional do partido em SP, onde eu sequer era convencional, e recebi do presidente Carlos Massarollo o convite para ser presidente do partido. Aceitei o desafio. Encontrei um partido com prestações de contas vencidas, com contas bancárias encerradas, com diretórios irregulares, sem sede e sem nenhuma relevância na política local. Dediquei meus dias a mudar isso. Construímos diretórios, apresentamos uma alternativa à cidade de Manaus. Apesar dos assédios, conseguimos arregimentar mais de cinquenta pré candidatos a vereador(a).
Demos vida ao partido nomeando uma coordenação do PMN diversidade, fomos pioneiros na luta pelo respeito orientando nossos diretórios a reservar vagas para candidatos LGBTQ+. Inserimos o PMN nas comunidades através da criação de zonais. Iniciamos a realização de cursos de formação política para nossos militantes nas comunidades. Criamos um webprograma exclusivo para divulgar o partido. Já tínhamos datas para nomear a coordenação de mulheres e o PMN jovem. Colocamos o PMN no centro do debate político sobre a sucessão à prefeitura de Manaus. Transformamos o PMN num partido de verdade.
Desde o mês de janeiro venho recebendo pressões pra receber no partido um grupo ligado ao ex-governador Amazonino Mendes. Recusei-me. Conversei, por ordem do presidente nacional, com pessoas desse grupo. Ouvi deles que seria passado um trator por cima de mim. Disse que esperaria o trator. Quis acreditar que o estatuto do partido seria respeitado, que um partido estatutariamente socialista não se renderia a qualquer coisa que não fosse sua ideologia. Infelizmente estava enganado. Na manhã de ontem fui surpreendido com a desativação do diretório que eu presidia, e hoje visualizei no site do TRE a nomeação de uma nova direção. Lamento que o presidente Massarollo que me pediu pra ir à SP onde me convidou a presidir o partido não tenha tido a hombridade de me telefonar pra dizer que eu não seria mais presidente. Minha gestão iria em tese até maio de 2020.
Infelizmente o trator do atraso passou por cima das flores do futuro. Sigo meu caminho defendendo tudo em que sempre acreditei. Me alegra saber que a esmagadora maioria dos companheiros que fiz no PMN se dispôs a continuar na caminhada, pois quem mudou não fomos nós, foi o PMN.
Manaus, 02 de março de 2020

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