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Amazonas inicia operações no mercado de carbono e recebe R$ 50 milhões até março

A afirmação foi do governador Wilson Lima (UB) durante abertura dos trabalho da Assembleia, nesta quinta-feira (1º). O estado tem potencial para arrecadar mais de R$2,4 bilhões

O estado do Amazonas tem 800 milhões de toneladas de carbono disponíveis para comercialização. A afirmação foi do governador Wilson Lima (UB) durante abertura dos trabalho da Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM), nesta quinta-feira (1°). O estado tem potencial para arrecadar mais de R$ 2,4 bilhões

Os primeiros recursos provenientes dessa atividade começam a chegar no primeiro semestre deste ano. Wilson Lima assegurou que parte desse dinheiro irá para fundos estaduais para a manutenção da floresta. 

“Estamos aprovando em fevereiro um projeto de R$200 milhões, e R$50 milhões que é um sinal da compra desses créditos de carbono e em março estarão na conta do estado”, revelou o governador.

Segundo ele, 50% desse valor será investido em benefícios para as comunidades onde o projeto será desenvolvido e outros 50% vai pro fundo de mudanças climáticas para desenvolver atividades sustentáveis e previnir ações de desmatamento. “A floresta não pode ficar em pé em cima da pobreza de quem vive nela. Não há o menor sentido para que as coisas funcionem dessa forma. Árvores imensas, o mundo olhando do alto as copas verdes enquanto aqui embaixo existem pessoas sem acesso adequado à saúde, segurança e uma vida para se alimentar com o que for preciso para viver bem”, concluiu Lima.

A venda dos créditos de carbono são parte da agente da Amazonas 2030. No fim do ano passado, o governador assinou um decreto estabelecendo cotas e a alocação dos créditos de carbono disponíveis para comercialização no Amazonas que foram estabelecidas pela Comissão Nacional de REDD+ (Conaredd, em que REDD é a sigla para “Redução de Emissões Provenientes de Desmatamento e Degradação Florestal”).

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