DANÇA DAS CADEIRAS: Quem assume na Câmara de Manaus com saída de 6 vereadores
A Câmara Municipal de Manaus (CMM) vai passar por uma grande reformulação a partir de fevereiro de 2027. Com o resultado das eleições gerais deste domingo (4), cinco vereadores que estão no mandato atual foram eleitos deputados estaduais e deixarão suas cadeiras no Legislativo municipal. A mudança abre espaço para os suplentes assumirem de forma definitiva na próxima legislatura.
De acordo com a apuração oficial, foram eleitos para a Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) os vereadores David Reis (Avante), Eduardo Alfaia (Avante), Rodrigo Guedes (Republicanos) e Eurico Tavares (MDB). Além deles, Zé Ricardo (PT), que já foi vereador de Manaus e estava fora da CMM, também garantiu uma vaga como deputado estadual, sendo o mais votado no estado com mais de 72 mil votos.
Com a saída dos titulares, quem assume são os suplentes da coligação. Pela regra eleitoral, a vaga pertence ao partido ou federação, não ao vereador. Isso significa que a CMM deve receber novos rostos que ficaram na primeira suplência em 2024. A expectativa é que a lista oficial de quem efetivamente toma posse só seja definida após a diplomação dos eleitos em dezembro, mas os bastidores já estão agitados em torno dos nomes.
O movimento é considerado normal em anos de eleição geral. Como o mandato de vereador vai até 31 de dezembro de 2028, ao se eleger para deputado estadual – cujo mandato começa em 1º de fevereiro de 2027 – o parlamentar precisa renunciar à Câmara. O suplente, então, assume de forma definitiva e cumpre os dois últimos anos da legislatura (2027-2028), podendo inclusive tentar a reeleição em 2028 já como titular.
Para a CMM, que tem 41 cadeiras, a saída de cinco nomes de peso representa quase 12% de renovação forçada. Partidos como Avante e Republicanos, que mais elegeram vereadores para a Aleam, serão os mais impactados. A nova configuração também deve mexer na formação das comissões permanentes e até na disputa pela Mesa Diretora para o biênio 2027-2028.
Com a definição, a atenção agora se volta para os suplentes. Muitos deles já atuam nos gabinetes ou têm base eleitoral nos bairros e veem a oportunidade como a chance de mostrar trabalho antes de 2028. A Câmara deve divulgar o ato de convocação dos suplentes logo após a publicação da renúncia dos eleitos no Diário Oficial, entre janeiro e fevereiro do próximo ano.

