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STF já prevê contestação de resultado caso Flávio Bolsonaro vença eleição, diz Revista Oeste

Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) ouvidos reservadamente pela Revista Oeste afirmam enxergar um movimento dentro da própria Corte para preparar o terreno para uma eventual contestação do resultado das eleições de 2026 caso Flávio Bolsonaro (PL) vença a disputa pela Presidência da República.

Segundo a publicação, magistrados avaliam que estaria em curso a construção de uma narrativa segundo a qual decisões judiciais, investigações e vazamentos relacionados à atual crise institucional estariam sendo influenciados por interesses político-eleitorais. Um dos ministros afirmou à revista que estariam “criando clima para isso”. Outro disse que esse ambiente poderia ser usado para levantar questionamentos sobre a neutralidade das instituições responsáveis pelo processo eleitoral.

Um dos pontos de tensão envolve o ministro André Mendonça, relator no STF do processo relacionado ao Banco Master e também integrante do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). De acordo com a reportagem, a atuação de Mendonça passou a ser alvo de acusações de parcialidade dentro do Supremo.

O pano de fundo da disputa é a crise provocada pelas investigações sobre o Banco Master. A reportagem cita relatório da Polícia Federal que revelou mensagens trocadas entre o ministro Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, ex-controlador do banco, nas quais, segundo a publicação, havia pedidos de ajuda feitos pelo empresário ao magistrado.

A tensão ficou explícita durante sessão em que o STF analisou a possibilidade de abertura de investigação contra Moraes. Na ocasião, Gilmar Mendes acusou Mendonça de atuar com “inequívoco viés político-eleitoral”. O decano também relacionou o avanço de determinadas medidas envolvendo o caso Master ao calendário eleitoral.

A Revista Oeste recorda ainda uma manifestação anterior de Gilmar sobre o funcionamento da Justiça Eleitoral. O ministro afirmou que o Supremo poderia atuar como uma espécie de instância revisora caso o TSE não agisse com imparcialidade durante as eleições e alertou para o risco de “politização da Justiça Eleitoral”.

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