Carnaval 2026: Presidente Vargas encerra desfile com emoção na avenida do samba
A primeira agremiação a cruzar a avenida levou para o público um espetáculo carregado de identidade regional
A abertura dos desfiles do Grupo Especial, na noite deste sábado (14), no Sambódromo (zona centro-oeste de Manaus), foi marcada por emoção e pertencimento com o desfile da escola Presidente Vargas. A primeira agremiação a cruzar a avenida levou para o público um espetáculo carregado de identidade regional e orgulho comunitário, com samba-enredo voltado à cunhã-poranga do Boi Garantido, ex-BBB Isabelle Nogueira.
Com o enredo “Com Uma Flecha e Um Sonho: Isabelle Nogueira, a Força da Mulher Amazônica”, a Presidente Vargas apresentou um desfile vibrante, que celebrou a trajetória e a representatividade de Isabelle. A narrativa foi conduzida por um samba-enredo de forte sotaque amazônico, que ecoou pela avenida exaltando a força feminina, a ancestralidade e as raízes do Amazonas, com cada ala reforçou a conexão entre história pessoal e identidade coletiva.
A “cunhã do Brasil” marcou presença no desfile, sendo destaque na comissão de frente – assim como a jovem Taissa Vieira de Lima, de 23 anos, que estreou na avenida do samba. “É uma sensação muito emocionante, a gente fica muito feliz, porque foram muitos dias de ensaio, de preparação e de concentração para esse momento. Então, ver que deu tudo certo, que a gente construiu do início até aqui, é muito extraordinário”, afirmou.
A homenagem ganhou contornos ainda mais simbólicos por acontecer no bairro onde Isabelle cresceu. O público respondeu com aplausos calorosos e cantou junto, transformando o desfile em um verdadeiro ato de celebração comunitária. A Presidente Vargas apostou em alegorias coloridas, referências à cultura regional e elementos que dialogaram com a floresta, os povos originários e a força das mulheres amazônidas.“Foi uma emoção muito grande, foi maravilhoso. Todo mundo muito emocionado. A escola estava linda e, graças a Deus, deu tudo certo no final da nossa escola. Se Deus quiser, ano que vem estou de volta”, ressaltou Maria Simão, 43, integrante da ala das baianas há três anos.
De volta ao Grupo Especial após conquistar o título do Grupo de Acesso A no ano passado, a escola mostrou que chegou para defender seu espaço entre as grandes. A evolução foi marcada por organização, entusiasmo e uma comunidade visivelmente engajada, que atravessou a avenida com garra e confiança.

