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Prefeitura de Manaus fortalece o rastreamento dos cânceres do colo do útero e de mama em unidades de saúde da capital

Para fortalecer o rastreamento do câncer do colo do útero e de mama, a Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), programou um curso de qualificação direcionado para 200 profissionais, entre médicos e enfermeiros, divididos em 10 turmas. A programação da primeira turma foi realizada na segunda-feira, 17/8, e terça-feira, 18/8, na Unidade de Saúde da Família (USF) Ilídio de Almeida Lima, no bairro Aleixo, tendo como público alvo 40 profissionais que atuam em unidades de saúde da zona Sul de Manaus.

A chefe da Divisão de Atenção à Saúde da Mulher da Semsa, enfermeira Lúcia Freitas, explicou que o curso “Qualificação do Rastreamento e da Linha de Cuidado do Câncer do Colo do Útero e de Mama na Atenção Primária à Saúde” foi planejado para fortalecer as ações de prevenção e detecção precoce do câncer.

O objetivo, segundo a enfermeira, é orientar os profissionais de saúde para a identificação de mulheres que estão na faixa etária de rastreio do câncer de mama e câncer do colo do útero, para que realizem os exames preventivos e de mamografia.

“A Semsa tem uma rede robusta para a detecção precoce do câncer de mama e do câncer do colo do útero, com oferta do exame preventivo e da mamografia na rede municipal. Mas queremos fortalecer o rastreio e atingir um maior número de pessoas, em especial aquelas que não realizaram os exames no período recomendado ou que nunca fizeram o exame preventivo ou a mamografia”, informou Lúcia Freitas.

No rastreamento do câncer de mama é indicado o exame de mamografia na faixa etária de 50 a 74 anos. Para o rastreamento do câncer de colo do útero, é indicado o exame preventivo para mulheres de 25 a 64 anos, que permite detecção de lesões precursoras do câncer.

Durante o curso, os profissionais de saúde serão orientados sobre a importância de conhecer o território de atuação das Unidades de Saúde, com atualização cadastral e identificação da população alvo para o rastreamento dos cânceres de mama e de colo do útero; identificação da situação do rastreamento: as pessoas que estão em dia com a realização dos exames, em atraso e quem nunca realizou os exames; mapeamento de fluxos internos para identificar possíveis barreiras de acesso; e estabelecer estratégias de mobilização do público alvo para o rastreio.

“É essencial conhecer o território e situação de rastreio das mulheres nesse território. A partir daí, as Unidades de Saúde podem estabelecer estratégias para busca ativa, com visitas domiciliares, com parcerias a comunidade, e os encaminhamentos necessários para o cuidado integral e contínuo”, destacou Lúcia.

Participando da segunda turma de profissionais de saúde da zona Sul, a enfermeira Mônica Gomes Pitanga, servidora da USF Ilídio Almeida, apontou que o curso é mais uma estratégia da Semsa no cuidado integral da saúde da mulher, ressaltando que facilitar o acesso aos serviços é essencial para o rastreamento do câncer de colo do útero e do câncer de mama.

Mônica Pitanga lembrou que a Atenção Básica, que é de responsabilidade dos municípios, trabalha na prevenção de doenças e na promoção da saúde, buscando chegar ao usuário antes da doença ou evitando agravamento da situação de saúde.

“No rastreio, é importante não dificultar o acesso aos serviços. Hoje, por exemplo, antes de começar o curso aqui na USF, tivemos uma paciente na recepção em demanda espontânea, que só podia realizar hoje o preventivo. Como ainda tinha tempo, realizei o atendimento e fiz a coleta do material para o exame. É fundamental não perder uma paciente que chega na Unidade de Saúde procurando o serviço, porque quando deixamos para outro momento, muitas vezes ela não volta”, enfatizou Mônica Pitanga.

A programação do curso seguirá até o mês de dezembro, com duas turmas ao mês. Nos dias 24 e 25 de setembro, o curso vai reunir profissionais do Distrito de Saúde (Disa) Norte, seguido de profissionais do Disa Leste (14 e 15/10); Disa Oeste (12 e 13/11); e Disa Rural (1º/12).

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Texto – Eurivânia Galúcio / Semsa
Fotos – Márcio Gleyson/ Semsa