Polícia

Policiais Do Amazonas São Presos Por Suspeita De Envolvimento Em Roubo De R$ 800 Mil Em Ouro Em Roraima

Agentes da PC-AM são investigados em caso que envolve R$ 800 mil e 30 quilos de ouro. Participação deles no crime ainda não foi detalhada pelas autoridades

O delegado da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), John Allan Cunha Castilho, e o investigador da corporação, Diego Gabriel Rodrigues de Araújo, foram presos na manhã desta quarta-feira (26), em Manaus. Eles foram alvo de uma operação que investiga o roubo de R$ 800 mil e 30 kg de ouro em Boa Vista, capital roraimense.

O foco atual das investigações, conduzidas pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), da Polícia Civil de Roraima, recai sobre o roubo que aconteceu no dia 29 de março deste ano, no bairro Caçari, zona Leste da capital. No local, o influenciador Ivan Luiz simulou uma abordagem policial para ficar com a carga do garimpo e o dinheiro de um comprador.

De acordo com a Draco, Luiz, também conhecido como “Itz Ivan”, agia habitualmente como intermediário nesse tipo de transação envolvendo ouro, em Roraima. Ele ganhava comissões para encontrar interessados na compra do metal precioso e concluir a venda.

Por enquanto, não há confirmação de como, supostamente, os agentes da PC-AM presos preventivamente participaram do roubo. A corporação enviou uma nota para a imprensa na qual informou que acompanha a operação deflagrada, que está colaborando com as investigações e que vai adotar medidas internas.

“A PC-AM reforça que não compactua com qualquer tipo de irregularidade ou desvio de conduta por parte de seus servidores. O caso também será encaminhado à Corregedoria-Geral do Sistema de Segurança Pública para a devida apuração da conduta dos servidores”, diz um trecho do posicionamento.

Início das investigações

Em janeiro de 2026, a Corregedoria-Geral de Polícia (Corregepol) recebeu informações de que uma viatura da Polícia Civil de Roraima era usada em roubos. Os levantamentos também conseguiram apurar que um investigador chamado Marcelo Sobral estava envolvido; ele foi preso com alguns familiares.

Ao todo, a operação cumpriu quatro mandados de prisão temporária e cinco de busca e apreensão. A Justiça determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 20 milhões em bens, imóveis e valores dos investigados.