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Museu da Cidade de Manaus recebe exposição ‘A Infinita Memória da Pandemia’ a partir desta quarta-feira

A Prefeitura de Manaus, por meio da Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (ManausCult), recebe, a partir desta quarta-feira, 30/9, a exposição “A Infinita Memória da Pandemia: a história da Covid-19 por todos nós, brasileiros”. A abertura acontece às 17h30, no Museu da Cidade de Manaus, no centro histórico, com entrada gratuita. A programação segue até o dia 29 de novembro, com visitação de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h.

“O Museu da Cidade de Manaus é um espaço de memória, de histórias e de encontros. Receber uma exposição como essa significa abrir as portas para que a população possa refletir sobre um período que marcou profundamente a vida de todos nós. A cultura tem esse papel de preservar, provocar diálogos e transformar experiências em conhecimento para as próximas gerações”, destacou o diretor-presidente da ManausCult, Márcio Braz.

Realizada pelo Ministério da Saúde, por meio do Centro Cultural do Ministério da Saúde (CCMS), em parceria com a Prefeitura de Manaus, a exposição propõe uma experiência de reflexão e memória sobre um dos períodos mais marcantes da história recente do país. A mostra reúne dez estações imersivas, que apresentam registros digitais, fotografias, vídeos, mensagens, cartazes, diários e relatos de pessoas de diferentes regiões e realidades do Brasil.

A exposição foi desenvolvida a partir do acervo do Memorial Digital da Pandemia de Covid-19, iniciativa colaborativa que reúne registros das experiências vividas pela população durante a crise sanitária. A proposta é preservar diferentes perspectivas sobre o período, valorizando histórias de vida, perdas, gestos de solidariedade, descobertas científicas e os aprendizados construídos ao longo da pandemia.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destaca que a exposição cumpre um papel importante na preservação das diferentes experiências vividas pela população brasileira durante a pandemia, valorizando as histórias individuais e coletivas que ajudam a compreender os impactos daquele período e os aprendizados deixados para as novas gerações.

“A pandemia foi vivida de maneiras muito diferentes por cada pessoa, família e comunidade. Ao reunir essas histórias e apresentá-las em diferentes cidades brasileiras, incluindo Manaus, a exposição contribui para preservar não apenas os acontecimentos, mas também os sentimentos, as perdas, os gestos de solidariedade e os aprendizados daquele período. É uma forma de manter essa memória viva e levar essas experiências para a construção do futuro”, afirmou o ministro da Saúde.

O percurso da mostra aborda temas como isolamento social, luto, ciência, saúde coletiva, desinformação, solidariedade e memória. A experiência utiliza recursos multimídia e interativos para aproximar o público dos relatos e registros reunidos no acervo.

A passagem por Manaus também amplia a integração entre cultura e saúde, fortalecendo ações de mobilização, formação e participação social. A iniciativa contará com programação educativa e mediação cultural, envolvendo estudantes, educadores, profissionais da saúde, grupos organizados e o público em geral.

Educação e memória

A programação educativa busca transformar a exposição em um espaço de escuta, reflexão e construção coletiva de conhecimento, promovendo diálogos sobre as relações entre memória, cultura, ciência e saúde pública.

A articulação com as redes municipais de cultura, educação e saúde permitirá aproximar os conteúdos da exposição das experiências vividas pela população de Manaus, estimulando a participação de diferentes públicos.

Com formato modular e itinerante, “A Infinita Memória da Pandemia” já passou por Brasília e São Paulo, reunindo mais de 20 mil visitantes. Após a temporada em Manaus, a exposição seguirá para outras capitais brasileiras antes de chegar ao Centro Cultural do Ministério da Saúde (CCMS), no Rio de Janeiro.

Como parte da programação de abertura, está prevista ainda uma projeção mapeada na fachada do Museu da Cidade de Manaus, criando uma intervenção audiovisual integrada ao espaço urbano e ao edifício histórico que abriga a exposição.

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Texto – Arlinton Júnior / ManausCult

Foto – Thelson Souza / ManausCult