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Janja chama Silas Malafaia de “insignificante” em encontro com mulheres evangélicas

A primeira-dama Janja da Silva decidiu subir o tom contra o pastor Silas Malafaia e chamou o aliado de Jair Bolsonaro de “insignificante” durante um evento do PT voltado ao público evangélico.

A declaração ocorreu diante de militantes e lideranças religiosas ligadas ao partido e expôs a crescente irritação do governo Lula com uma das vozes mais influentes do eleitorado evangélico brasileiro.

“Insignificante é ele”, disparou Janja ao responder críticas feitas por Malafaia sobre suas reuniões com mulheres evangélicas.

O pastor havia afirmado no ano passado que os encontros promovidos pela primeira-dama não reuniam lideranças relevantes do segmento e classificou as participantes como mulheres sem expressão dentro do meio evangélico.

A resposta veio meses depois e em tom de confronto.

“Não chamo ele de pastor. Ele teve a cara de pau de dizer que eu estava conversando com mulheres insignificantes. Insignificante é ele”, afirmou Janja.

A fala ocorre justamente quando Lula enfrenta um dos maiores obstáculos para sua reeleição: a resistência do eleitorado evangélico.

Pesquisas recentes mostram que o governo segue enfrentando forte rejeição nesse segmento, considerado estratégico para a disputa presidencial de 2026.

Por trás do ataque a Malafaia existe uma disputa política maior.

O pastor se transformou em um dos principais articuladores da direita junto aos evangélicos e mantém influência direta sobre milhões de fiéis em todo o país. Além disso, segue sendo um dos aliados mais próximos do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Enquanto isso, Janja assumiu a missão de tentar abrir espaço para o governo dentro de um eleitorado historicamente resistente ao PT.

Nos últimos meses, a primeira-dama intensificou encontros com lideranças religiosas, participou de eventos evangélicos e passou a ocupar um papel cada vez mais ativo na estratégia de aproximação do Planalto com esse público.