Garotinho denuncia suposto vazamento de dados sigilosos de Moraes e Toffoli para pressionar liquidação do Banco Master
O ex-governador Anthony Garotinho revelou, em entrevista à Folha Democrata que informações sigilosas envolvendo os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, teriam sido vazadas como forma de pressão política para evitar uma possível reversão da liquidação do Banco Master.
Segundo Garotinho, o responsável pelo vazamento seria o banqueiro André Esteves, dono do BTG Pactual. A motivação, de acordo com ele, seria proteger os interesses de instituições financeiras expostas ao colapso do Master — como o próprio BTG, o Nubank (ligado ao grupo Globo) e a XP — que negociavam títulos da instituição em crise.
As informações vazadas incluiriam imagens de Dias Toffoli no resort Tayayá, supostamente captadas por seguranças ligados a Esteves, além do contrato entre o Banco Master e o escritório da esposa de Alexandre de Moraes, Viviane Barci. Segundo Garotinho, Esteves teria tido acesso aos documentos e registros durante um processo de auditoria, quando demonstrava interesse na aquisição do banco.
A denúncia é ainda mais sensível porque os dois ministros citados — Toffoli e Moraes — possuem papel central em decisões recentes relacionadas ao Master, tanto na esfera judicial quanto em investigações em curso. Garotinho afirma que a ação teria sido uma tentativa de “intimidação velada” para evitar qualquer intervenção que favorecesse a reestruturação da instituição financeira.
Garotinho também aponta que Esteves pressionou diretamente o presidente Lula e o Banco Central para garantir a liquidação definitiva do Master, alegando que uma intervenção poderia gerar perdas bilionárias aos bancos expostos. Uma possível medida do então diretor Gabriel Galípolo — hoje presidente do BC — teria colocado em risco os interesses desses agentes financeiros.

