Embaixador do Japão no Brasil elogia Zona Franca e vê abertura para novas empresas
Yasushi Noguchi está em Manaus para participar da celebração de 50 anos da Moto Honda da Amazônia
O embaixador extraordinário do Japão no Brasil, Yasushi Noguchi, elogiou o modelo Zona Franca de Manaus e disse enxergar oportunidades para a chegada de novas empresas japonesas, que hoje já somam 40 no Polo Industrial e estão entre as maiores empregadoras. Ele cumpre agenda no Amazonas em celebração aos 50 anos da Moto Honda da Amazônia.
“Acho que ainda há mais possibilidades para empresas japonesas que têm interesse em investir em Manaus, porque muitas delas estão tendo sucesso aqui. A Moto Honda está ampliando sua capacidade produtiva e o mercado do Brasil está crescendo”, disse.
Atualmente, as empresas japonesas instaladas no Polo Industrial são responsáveis por cerca de 20 mil empregos. A Moto Honda, uma das principais fábricas da Zona Franca, anunciou, ainda em 2025, investimentos de R$ 1,6 bilhão até 2029. O embaixador acrescentou que o governo japonês quer apoiar o crescimento da presença japonesa no Brasil, “inclusive na Zona Franca”.
Em Manaus, ele se reuniu com o governador Roberto Cidade (União) e com o prefeito da capital, Renato Júnior (Avante). Com a gestão estadual, a conversa foi sobre uma parceria para ampliar a qualificação de jovens amazonenses e prepará-los para o mercado de trabalho nas indústrias do estado, por meio do Centro de Educação Tecnológica do Amazonas (Cetam).
O embaixador também conheceu a Colônia Efigênio de Salles, importante marco da imigração japonesa no Amazonas, e as Escolas Estaduais de Tempo Integral Bilíngue Professor Djalma da Cunha Batista e Professora Jacimar da Silva Gama.
A programação incluiu ainda uma visita à sede da Associação Nipo-Brasileira da Amazônia Ocidental (Nippaku), que oferece cursos de língua japonesa e promove a cultura do país por meio de iniciativas e eventos.

Meio ambiente
Yasushi Noguchi também comentou o fato de o Japão ter sido o primeiro país asiático a fazer uma doação ao Fundo Amazônia, destinado à proteção e ao desenvolvimento do bioma. Foram anunciados, ainda em 2024, 411 milhões de ienes (cerca de R$ 14 milhões).
“Hoje visitei o Centro de Cooperação Policial Internacional, que conta com recursos financeiros do Fundo Amazônia, mas não só. O Japão, tradicionalmente, coopera no monitoramento do desmatamento no Amazonas, oferecendo imagens de satélite. Então, temos muitas histórias de cooperação nessa área”, destacou.
Ele também comentou que o Japão considera uma cooperação financeira e técnica em um projeto lançado pelo governo brasileiro, o Plano de Investimentos em Agricultura Resiliente para Degradação Zero de Terras (RAIZ, na sigla em inglês). A iniciativa busca mobilizar recursos e compartilhar tecnologias para recuperar áreas agrícolas degradadas em diferentes regiões do planeta. “Através dessa parceria, acho que podemos prevenir o desmatamento”, disse.

