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Deputado do PT pede ao STF afastamento de Nunes Marques da presidência do TSE durante eleição

O deputado federal Rui Falcão (PT-SP) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) o afastamento cautelar do ministro Kassio Nunes Marques de suas funções na Justiça Eleitoral durante as eleições de 2026. O parlamentar acusa o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de agir com parcialidade ao determinar a suspensão do canal de WhatsApp “Exército do Lula”, administrado pelo deputado André Janones (Rede-MG).

Segundo reportagem da Gazeta do Povo, publicada nesta quarta-feira (14), Falcão também solicita a abertura de uma investigação criminal contra Nunes Marques por suspeita de falsidade ideológica eleitoral. O deputado sustenta que o ministro acolheu argumentos apresentados pela campanha de Flávio Bolsonaro (PL) sem que houvesse provas suficientes para justificar a retirada do canal do ar.

O pedido foi encaminhado ao site Diário do Centro do Mundo, que divulgou o documento na íntegra. Até a publicação da reportagem, porém, a representação ainda não aparecia nos sistemas de consulta processual do Supremo. Portanto, não havia confirmação pública de seu recebimento formal pela Corte.
A iniciativa ocorre após uma sequência de decisões conflitantes dentro do TSE. No domingo (11), Nunes Marques determinou a suspensão do “Exército do Lula”, canal que reúne mais de 4 milhões de seguidores e se tornou uma das principais ferramentas de mobilização digital da campanha petista no segundo turno.

A ordem foi contestada pelo corregedor-geral eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, que autorizou a retomada das atividades por considerar insuficientes os elementos apresentados para justificar uma restrição tão ampla.
A divergência ganhou força depois que um relatório técnico do próprio TSE não identificou, nas mensagens disponíveis para análise, reproduções de determinadas informações falsas apontadas na representação da campanha de Flávio. O documento, entretanto, registrou que publicações feitas entre 25 e 29 de setembro haviam sido apagadas ou editadas, o que impediu uma avaliação integral do conteúdo.

Mesmo após a manifestação do corregedor, Nunes Marques voltou a analisar a situação e condicionou o funcionamento do canal ao registro formal como instrumento de propaganda eleitoral. A campanha de Lula cumpriu a exigência, mas a retomada das atividades ficou sujeita a um intervalo de 48 horas.
É justamente a sucessão de decisões que fundamenta parte das acusações apresentadas por Rui Falcão.