Política

CPMI do INSS: oposição pede convocação de diretor da PF após questionamentos sobre irmão de Lula

O possível envolvimento de José Ferreira da Silva, conhecido como Frei Chico, irmão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no escândalo de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), pode levar o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, a depor na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que apura o caso no Congresso Nacional.

Na segunda-feira (25), o senador Marcos Rogério (PL-RO) apresentou requerimento para que Rodrigues explique por que Frei Chico e o Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos (Sindnapi), do qual ele é vice-presidente, não estariam sendo investigados.

Em abril, o próprio diretor-geral da PF havia declarado que nem o sindicato nem o irmão de Lula eram alvos das apurações. A fala gerou repercussão nacional e levantou dúvidas sobre os critérios técnicos de seleção dos investigados, as medidas cautelares aplicadas e a governança no compartilhamento de informações entre INSS, Dataprev e Controladoria-Geral da União (CGU).

Segundo a coluna de Igor Gadelha, a convocação de Frei Chico não deve ser prioridade imediata da CPMI. O presidente do colegiado, senador Carlos Viana (Podemos-MG), defende cautela e prefere avaliar melhor as possíveis implicações do irmão de Lula antes de colocá-lo na lista de depoentes.

A comissão, instalada após denúncias de descontos fraudulentos em benefícios previdenciários, já definiu que o foco inicial será ouvir ex-ministros da Previdência e presidentes de sindicatos diretamente citados em investigações da Polícia Federal. O objetivo é evitar o que parlamentares classificam como “politização excessiva” do colegiado.