BOMBA: Família de Lewandowski manteve contrato com Banco Master após sua posse no Ministério da Justiça
A saída repentina de Ricardo Lewandowski do comando do Ministério da Justiça, anunciada em 10 de janeiro, ganhou nova explicação nos bastidores do governo: a relação contratual entre sua família e o Banco Master, epicentro do escândalo que abala o sistema financeiro e o mundo político.
Segundo a CNN Brasil, o escritório de advocacia da família Lewandowski — agora sob comando da esposa, Yara, e do filho, Enrique — manteve contratos ativos com o banco de Daniel Vorcaro mesmo após o ex-ministro assumir o cargo no Executivo.
Embora Lewandowski tenha se afastado oficialmente das atividades do escritório e suspenso seu registro na OAB em janeiro de 2024, fontes próximas ao Planalto afirmam que a relação da família com o banco se manteve — o que acendeu o sinal de alerta político dentro do governo.
Nos bastidores, integrantes do governo afirmam que o contrato com o Master foi o fator decisivo para antecipar a saída do ministro, apesar das divergências já existentes com Rui Costa (Casa Civil) e do desgaste nas negociações da PEC da Segurança no Congresso.
A leitura no Planalto é que, caso Lewandowski permanecesse no cargo, Lula poderia ser forçado a demiti-lo, agravando o desgaste político em meio à crise institucional causada pelas denúncias contra o banco.
O governo já enfrenta críticas por conta das ligações do Master com figuras próximas ao Executivo e ao Judiciário — como ministros do STF, autoridades da base aliada e até familiares de magistrados envolvidos no caso. A presença de um ex-membro do Supremo no Ministério da Justiça, com vínculo familiar direto com o banco investigado, se tornaria insustentável politicamente.
Em nota, Lewandowski reconheceu a existência do contrato entre o banco e o escritório da família, mas não detalhou os valores recebidos nem o período em que a relação foi encerrada. Limitou-se a dizer que, ao assumir o ministério, se retirou do escritório e suspendeu sua inscrição na OAB, o que, na prática, não impediu a continuidade dos serviços prestados pela família ao banco de Vorcaro.
O caso se soma à longa lista de conexões entre o Banco Master e figuras do alto escalão do poder, revelando uma teia de interesses que agora coloca o governo e o Judiciário sob pressão.
Com mais de R$ 1,86 bilhão em prejuízos potenciais para fundos de aposentadoria de Estados e municípios, além da blindagem institucional de nomes como Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, o caso avança como um dos maiores escândalos financeiros e políticos da era Lula 3.
A saída de Lewandowski foi, para o Planalto, um corte cirúrgico para evitar um desgaste ainda maior. Mas os efeitos colaterais da crise estão longe de terminar.

