Política Internacional

Após tarifaço dos EUA, Trump e Lula confirmam ida ao G7 e podem ter novo encontro

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou nesta quarta-feira (3) sua participação na cúpula do G7, que será realizada na França entre os dias 15 e 17 de junho. A decisão aumenta a expectativa por um novo encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em meio à escalada das tensões entre Brasília e Washington.

A presença dos dois líderes ocorre poucas semanas após o governo americano anunciar medidas que atingem diretamente o Brasil, incluindo novas tarifas sobre produtos brasileiros e a classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas.

O encontro entre Lula e Trump ainda não está confirmado oficialmente, mas já é tratado nos bastidores diplomáticos como uma possibilidade relevante diante do agravamento da crise entre os dois países.

A participação de Lula no G7 ganhou peso político após uma declaração feita pelo próprio presidente durante reunião ministerial no Palácio do Planalto. Inicialmente sem previsão de comparecimento ao evento, o petista afirmou que decidiu viajar à França diante do atual cenário internacional.

“Eu nem ia no G7, mas agora eu vou, porque é preciso alguém colocar ordem na casa e dar um fim no desmonte do multilateralismo, no desmonte da democracia e na desvalorização das instituições”, declarou Lula.

A fala foi interpretada como um recado direto ao ambiente geopolítico criado após as recentes decisões da Casa Branca.

Do outro lado, Trump também confirmou sua presença no encontro por meio de uma publicação na rede Truth Social. O presidente americano informou que seguirá para a França logo após participar de um evento na Casa Branca que classificou como histórico.

A participação brasileira no G7 foi articulada após convite formal do presidente francês Emmanuel Macron. Embora o Brasil não integre o grupo, Lula foi chamado para participar das discussões ao lado das maiores economias do mundo.