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Após perder mandato e pagando de paladino da moralidade, Amauri Gomes tenta protagonismo em tumulto

Vereador sem cadeira reagiu em meio ao protesto e instigou tensão na Ponta Negra.

A manifestação dos professores realizada na noite desta quinta-feira (20/11), na Ponta Negra, acabou marcada por um episódio de tensão envolvendo Amauri Gomes (UB). O vereador, que recentemente deixou a cadeira ocupada de forma temporária e viu a titular, professora Jacqueline, retornar ao mandato, tenta manter protagonismo político em meio a um cenário de disputas internas na Câmara. Sua presença no protesto ocorreu justamente nesse contexto.

A mobilização dos professores, inicialmente pacífica, foi desviada de sua pauta principal após uma ação de fiscalização da Guarda Municipal e do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU). As equipes buscavam apenas multar e realocar um carro de som estacionado irregularmente — veículo que já acumulava autuações desde agosto por descumprimento ambiental e de trânsito.

Amauri Gomes acompanhou a abordagem e, ao retornar aos manifestantes, teria divulgado a informação de que o condutor do carro seria preso e que o veículo seria apreendido. O comunicado, não confirmado pelos órgãos de fiscalização, elevou o clima e instigou o tumulto. A atitude é vista por participantes como uma tentativa do ex-vereador de se reposicionar politicamente ao provocar uma reação mais intensa do grupo presente.

Enquanto isso, a pauta original do protesto — a insatisfação com a nova reforma da previdência municipal — acabou momentaneamente ofuscada. A Lei Complementar nº 27/2025, sancionada nesta semana, eleva a idade mínima de aposentadoria e altera regras de contribuição, inclusive para professores. Para a Asprom Sindical, as mudanças dificultam as condições de aposentadoria; já a Câmara argumenta que a atualização segue diretrizes nacionais para garantir equilíbrio ao sistema.