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Allan dos Santos pede que Donald Trump intervenha em possível transferência de Jair Bolsonaro para a Papuda

O jornalista pontua que o norte-americano deve ouvir “exclusivamente Eduardo Bolsonaro”

O comunicador Allan dos Santos publicou uma carta aberta ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na qual solicita que o norte-americano acompanhe e ajude em uma eminente transferência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para o Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. A carta foi divulgada neste fim de semana nas redes sociais do influenciador, que vive nos EUA desde 2021 e é considerado foragido pelo STF.

No texto, Santos afirma que Trump deve ouvir “exclusivamente Eduardo Bolsonaro” sobre o tema, sob o argumento de que o deputado federal seria o único que entenderia “a dor real” da família diante do processo conduzido pelo ministro Alexandre de Moraes, relator das ações relacionadas aos atos de 8 de janeiro no Supremo Tribunal Federal (STF).

Somente Eduardo conhece a dor real de seu pai, o sofrimento psicológico e moral que ele vive como preso político, condenado sem crime, sem foro competente e sem o devido processo legal”, diz a carta.

O jornalista afirma que a possível transferência de Bolsonaro para uma cela comum na Papuda, dividindo espaço com presos de facções criminosas como o Primeiro Comando da Capital (PCC), teria caráter “simbólico e intimidatório”. Ele compara a situação ao processo judicial enfrentado pelo próprio Trump nos EUA:

“O mesmo tipo de tática usada contra o senhor: destruir um líder para aterrorizar um povo”, escreveu.

Santos também argumenta que o Brasil estaria sob influência de uma rede transnacional de esquerda, composta por grupos que ele associa ao Foro de São Paulo. Ele descreve o cenário como parte de um suposto projeto de “socialismo revolucionário” na América Latina.

Ao final, o influenciador afirma que seu apelo não é dirigido a Trump “como xerife do mundo”, mas como “um guardião da liberdade ocidental”. Ele pede que os Estados Unidos “olhem para o Brasil” e ajudem a “resistir ao avanço do totalitarismo”.

A carta repercutiu também em países de língua espanhola, onde perfis políticos reproduziram o apelo e classificaram o caso como exemplo de “perseguição judicial”.

Jair Bolsonaro foi condenado pela Primeira Turma do STF a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito, em processo no qual Alexandre de Moraes votou pela rejeição de recursos da defesa. O ex-presidente cumpre atualmente medidas cautelares em regime domiciliar.

A Advocacia-Geral da União não comentou a carta. O Palácio do Planalto não se manifestou. A equipe de Donald Trump também não respondeu até a publicação desta matéria.