Os erros de Wilson Lima que Roberto Cidade herdou e deu continuidade para o caos no Amazonas
Quando Wilson Lima assumiu o governo do Amazonas, a promessa era de mudança, mas o que se viu foi a repetição dos velhos erros com uma roupagem de rede social. A saúde, que deveria ser a vitrine, se tornou o maior símbolo do caos, com hospitais superlotados, falta de medicamentos e uma gestão marcada por escândalos e operações policiais. A segurança pública seguiu o mesmo roteiro, sem planejamento, deixando o interior à mercê das facções e da pirataria nos rios.
Roberto Cidade, que comandou a Assembleia Legislativa durante todo esse período, não foi um ponto de contrapeso, mas sim a continuidade desse projeto. Como presidente da Aleam, deu sustentação política total ao governo Wilson Lima, aprovando tudo o que o Palácio Rio Negro mandava, sem fiscalização real. Foi o fiador do governo na Assembleia, blindando o executivo em CPIs e pedidos de investigação.
Na saúde, o erro que se repetiu foi o da maquiagem. Wilson Lima trocou gestão técnica por marketing, e Roberto Cidade seguiu a mesma cartilha na Aleam, usando a máquina da Assembleia para fazer política de entrega de peixe e cestas, enquanto faltava estrutura nos municípios. Enquanto Manaus sofria com filas no HPS 28 de Agosto, o discurso oficial era de que estava tudo bem.
Na segurança, a continuidade do fracasso é ainda mais evidente. Wilson Lima prometeu reestruturar a PM e a Polícia Civil, mas deixou as tropas desvalorizadas e o interior desguarnecido. Roberto Cidade, que tinha o poder de cobrar e legislar por melhorias, preferiu usar a Aleam como trampolim eleitoral, destinando emendas sem critério técnico e sem um plano de estado para enfrentar o crime organizado que tomou o Amazonas.
Outro erro herdado foi o modelo econômico do faz de conta. Wilson Lima nunca defendeu o Polo Industrial de Manaus com a força necessária em Brasília, e Roberto Cidade, mesmo com toda a força da presidência da Assembleia, nunca liderou uma frente real em defesa da Zona Franca. Os dois preferiram o palanque e a briga política pequena, deixando o maior gerador de empregos do estado vulnerável.
No fim, o amazonense percebe que não houve ruptura, mas continuidade. Os erros de Wilson Lima – governo de propaganda, saúde em colapso e segurança entregue ao caos – não foram corrigidos, foram continuados e ampliados por Roberto Cidade na Assembleia. É o mesmo grupo, com as mesmas práticas, tentando se apresentar como novo, mas com resultados que o povo já conhece e reprova no dia a dia.

