Júri por atropelamento que matou mãe e filho de 2 anos é suspenso
Sessão foi suspensa nesta quinta-feira após depoimentos de testemunhas e interrogatório dos réus; julgamento será retomado nesta sexta-feira (10)
O julgamento dos réus Jean Paulo Silveira Oliveira e Idaliana Maciel Oliveira começou na manhã desta quinta-feira (9), na 1.ª Vara do Tribunal do Júri, em Manaus. O casal são réus ´por duplo homicídio simples com dolo eventual pela morte de Mirivan Moraes Soares e de Matheus, de apenas 2 anos. Mãe e filho são vítimas de um atropelamento ocorrido em janeiro de 2023, no conjunto Francisca Mendes, na zona Norte da capital.
A sessão foi presidida pelo juiz Rafael Rodrigo da Silva Raposo. Os trabalhos em plenário foram encerrados às 16h10 e serão retomados às 8h30 desta sexta-feira (10), quando terão início os debates entre o Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) e a defesa.
De acordo com o Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), durante o primeiro dia de julgamento foram ouvidas seis testemunhas. Também foram exibidos em plenário os depoimentos gravados de outras duas testemunhas, colhidos ainda na fase de instrução processual.
Os dois réus também foram interrogados. Jean Paulo foi o primeiro a depor. Ele respondeu às perguntas do juiz, da defesa e de dois jurados, mas optou por exercer o direito de permanecer em silêncio diante dos questionamentos do Ministério Público. Em seguida, Idaliana Maciel foi interrogada e respondeu apenas às perguntas do magistrado e de seus advogados. Os jurados não formularam perguntas à ré.
Segundo a denúncia do MPAM, o atropelamento ocorreu no início da noite de 7 de janeiro de 2023, na Rua 40-B (Travessa Búzios), no conjunto Francisca Mendes, no bairro Cidade Nova. De acordo com a acusação, Jean Paulo ensinava a esposa a dirigir uma caminhonete em via pública, embora ela não possuísse Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
Conforme os autos do processo, ao realizar uma conversão, Idaliana perdeu o controle da direção. O veículo subiu na calçada e atingiu Mirivan Moraes Soares, que caminhava com o filho de 2 anos no colo. As duas vítimas morreram em decorrência do impacto.
O Ministério Público sustenta que o casal assumiu o risco de produzir o resultado fatal ao permitir e realizar a condução do veículo em via pública, sem habilitação e em circunstâncias consideradas perigosas, o que caracterizaria homicídio com dolo eventual.
A expectativa é de que o julgamento seja concluído nesta sexta-feira (10), após os debates entre acusação e defesa, seguidos da votação do Conselho de Sentença e da leitura da sentença pelo magistrado.

