Desinformação no crédito agrava superendividamento no Brasil
O superendividamento das famílias brasileiras atingiu patamares históricos. Segundo levantamento da Serasa, mais de 80 milhões de brasileiros encerraram 2025 inadimplentes, marca que se manteve pelo 11º mês consecutivo. Já a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), realizada pela CNC, aponta que 79,5% das famílias tinham dívidas em janeiro de 2026, o maior percentual já registrado.
Embora a falta de renda seja um fator relevante, o problema vai além. A multiplicação de ofertas de crédito, como empréstimos, financiamentos, consórcios e cartões, tem levado muitos consumidores a tomar decisões financeiras mal informadas, focando apenas no valor da parcela e ignorando o custo total da operação.
De acordo com Geraldo Majela, CEO da BKOpen, o superendividamento é resultado de uma combinação de fatores estruturais e comportamentais. "Mesmo em cenários de melhora parcial da economia, muitas famílias ainda convivem com renda pressionada, inflação em serviços essenciais e alto custo do crédito. Ao mesmo tempo, houve uma expansão significativa da oferta nos canais digitais, tornando o acesso mais fácil e imediato".
"O problema é que, muitas vezes, o consumidor toma decisões financeiras focado na necessidade do curto prazo, sem avaliar completamente o impacto futuro das parcelas no orçamento", acrescenta.
Segundo o executivo, essa falta de clareza gera um efeito acumulativo que compromete a saúde financeira ao longo do tempo. Juros compostos, prazos longos e custos adicionais multiplicam o valor final pago. "O custo efetivo total inclui encargos, seguros e tarifas que nem sempre são percebidos com clareza. Isso pode gerar a falsa sensação de que o crédito é acessível, quando, na prática, compromete uma parcela relevante da renda futura", completa.
Dados da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do SPC Brasil mostram que a busca por crédito cresceu 3,51% em janeiro de 2026 em relação ao mesmo mês de 2025. Embora o aumento da digitalização tenha ampliado o acesso ao crédito, ele também trouxe novos desafios. Para Majela, o excesso de ofertas pode confundir o consumidor.
"Hoje, as pessoas recebem propostas constantemente via aplicativos, redes sociais, bancos e fintechs. Os produtos financeiros possuem estruturas complexas, com diferentes taxas, prazos e custos indiretos. Sem ferramentas adequadas de comparação e educação financeira, o consumidor pode acabar escolhendo soluções incompatíveis com sua capacidade de pagamento", avalia o CEO.
Mudança de comportamento e desafios do crédito digital
Nos últimos anos, o consumidor se tornou mais digital e autônomo, buscando informação antes de contratar crédito. No entanto, Majela ressalta que a facilidade de contratação online acelerou as decisões financeiras. "Muitas vezes, a contratação é feita em poucos minutos pelo celular. O desafio do mercado hoje é equilibrar conveniência com transparência e educação financeira", alerta.
Nesse cenário, plataformas digitais têm desempenhado papel fundamental ao organizar informações complexas de maneira clara e personalizada. "Com apoio de dados e inteligência analítica, é possível apresentar opções alinhadas ao perfil financeiro do consumidor, sua capacidade de pagamento e objetivos. A tecnologia permite simulações transparentes, visualização do impacto das parcelas e comparação entre diferentes cenários de crédito", explica o executivo.
Ele destaca que soluções como a BKOpen atuam justamente para simplificar a jornada de escolha de produtos financeiros. "Nosso objetivo é usar tecnologia para tornar o acesso à informação mais transparente, permitindo que o consumidor compare opções de forma inteligente e contextualizada. Quanto maior a clareza e a personalização da experiência, maior também a capacidade de tomar decisões financeiras seguras e conscientes", finaliza.
Para saber mais, basta acessar: https://bkopen.com/

