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Ministra da Saúde descarta epidemia de Dengue mesmo com mais de 260 mil casos

Nísia Trindade, Ministra da Saúde, declarou que, apesar de várias cidades como Rio de Janeiro e Brasília enfrentarem surtos epidêmicos de dengue, a situação no Brasil não configura uma epidemia em âmbito nacional. “Estamos diante de um cenário controlado que não demanda uma declaração de emergência nacional”, afirmou, minimizando os 262.247 casos registrados desde janeiro de 2024.

No lançamento do Centro de Operações de Emergência contra a Dengue (COE Dengue), Trindade enfatizou a importância dessa iniciativa para agilizar as respostas à doença, trabalhando em estreita colaboração com estados e municípios. “A criação do COE reflete nosso compromisso em prevenir qualquer escalada da situação”, explicou.

A ministra assegurou que esforços estão sendo feitos para fortalecer a infraestrutura de saúde, incluindo a aquisição de inseticidas e a ampliação da produção de testes diagnósticos em parceria com a Fundação Fiocruz. “Estamos nos antecipando para garantir que não faltem insumos essenciais”, disse Nísia, mencionando uma reunião planejada para segunda-feira (5) sobre a produção de testes.

Embora o Brasil tenha adquirido uma vacina contra a dengue, Trindade esclareceu que ela não oferece uma solução imediata devido ao esquema de duas doses e à quantidade limitada disponível. Após encontros com o Instituto Butantan e a Fiocruz, a ministra revelou que o governo está avaliando formas de aumentar o fornecimento de vacinas. “Estamos iniciando um processo para expandir a disponibilidade, mas isso não trará resultados imediatos”, enfatizou

O Instituto Butantan, que está finalizando testes de sua vacina contra a dengue, planeja solicitar aprovação da Anvisa no segundo semestre para iniciar a produção. Os resultados finais dos estudos Butantan-DV são esperados para 2024, com uma eficácia preliminar de 79,6% na prevenção da doença. Paralelamente, a Fiocruz negocia com a farmacêutica japonesa Takeda a produção do imunizante Qdenga no Brasil, com discussões iniciais sobre transferência de tecnologia ainda em estágio inicial.

A Takeda, por sua vez, declarou seu comprometimento em formar parcerias com laboratórios públicos brasileiros para aumentar a capacidade de produção da vacina, visando alcançar a meta de 100 milhões de doses anuais até 2030.

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