Moradores das proximidades de fábrica que pegou fogo alegam problemas respiratórios e cobram do Governo uma providência
Localizada a cerca de 500 metros do incêndio que atingiu galpões da fábrica Effa Motors, moradores da Comunidade Novo Horizonte afirmam não terem recebido nenhuma assistência dos órgãos competentes
“Minha respiração está bastante ruim. Sou asmática e sinto como se minha garganta como se estivesse fechada”, este é o relato de dona Rossilene Paiva, de 50 anos, moradora da Comunidade Novo Horizonte, bairro Distrito industrial II, zona Leste de Manaus.
Localizada a cerca de 500 metros do incêndio que atingiu galpões da fábrica Effa Motors, e que já dura mais de 30 horas, os moradores da comunidade denunciaram, na tarde desta quarta-feira (06), não terem recebido nenhum tipo assistência dos órgãos competentes, uma vez estão sendo afetados diretamente pela fumaça e fuligem do incêndio.
“Nenhuma autoridade veio prestar auxílio à comunidade. Nem mesmo os Bombeiros ou a Defesa Civil. E nós estamos precisando muito, porque a fumaça entrou em nossas casas. A noite, quando fomos dormir, não conseguimos. Foi dolorido. Não conseguíamos respirar. Temos crianças, idosos, pessoas que tem problemas respiratórios e estamos sofrendo com isso”, revelou dona Rossilene.
Em decorrência da inalação involuntária da fumaça do incêndio, muitos moradores da Comunidade Novo Horizonte tiveram de se deslocar para pronto-socorros em busca de atendimento médico.”Nós ainda estamos com muito medo. O fogo, felizmente, foi controlado, mas a fumaça veio toda para cima da comunidade. Alguns moradores tiveram de ir para o pronto-socorro, pois passaram mal. Sentindo falta de ar, com dores de cabeça, náuseas e ardência nos olhos. Está difícil ficar dentro de nossas próprias casas, temos continuar aqui”, salientou Jilene Rodrigues, moradora da comunidade Novo Horizonte.
A fuligem começou a cair sobre as casas da comunidade. Como ela fica localizada abaixo do nível da avenida, o impacto foi maior. Há muitas crianças que ja foram hospitalizadas com problemas respiratórios, tem idosos passando mal. Infelizmente não recebemos ajuda nenhuma. Achamos que pela comunidade ser próxima, iríamos receber máscara, atendimento médico ou algum insumo, mas não recebemos nada”, terminou Marcelo Castro.

