Bombeiros relatam dificuldade no combate ao incêndio: ‘É o mais difícil, mas vamos vencer’
O trabalho é ininterrupto, incansável, assim como a força de vontade que motiva os quase 200 homens e mulheres empenhados em acabar com as chamas.
Com duas décadas completas de atuação dentro do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM), o subcomandante de operação, Coronel Helliton de Sousa, já classificou o incêndio na fábrica de veículos do Distrito Industrial II como o mais difícil de se combater da carreira dele. São quase 24h de fogo constante na Zona Leste de Manaus.
Um dos principais responsáveis pela atuação dos agentes divide o tempo entre a gerência dos recursos no combate ao fogo e o emprego correto dos destacamentos de bombeiros. O trabalho é ininterrupto, incansável, assim como a força de vontade que motiva os quase 200 homens e mulheres empenhados em acabar com as chamas.
No meio dessa batalha, como ele mesmo classifica, a principal dificuldade é lidar com os materiais inflamáveis que faziam parte do dia a dia da fábrica: plástico, pneu e materiais químicos são o que tornam esse o combate mais perigoso e difícil de ser facilmente resolvido.
“Chegando aqui, identificamos que se tratava de um material altamente inflamável, tóxico e de enorme quantidade. Mas em nenhum momento a corporação deixou de empregar todos seus esforços com recursos materiais e pessoal”, disse o coronel.
Uso de tecnologia
Desde o início do fogo até agora já se passaram quase 24h, mesmo período no qual os agentes do CBMAM trabalham para acabar com o sinistro. De acordo com o subcomandante, desde o início a emprego de todo material técnico disponível para esse combate, entre eles o uso de uma nova tecnologia que é a atuação de drones para alcançar pontos críticos que apresentam risco para os bombeiros ou nível de alcance limitado.
“Utilizamos uma tecnologia inovadora que foi incorporada, o drone de combate ao incêndio, ele entregou o resultado que desejávamos”, disse.
Além da novidade, outra tecnologia, dessa vez mais usual, é a espuma sintética que também foi empregada. O subcomandante explicou que a função dela é abafar e evitar a reignição do fogo. Ao todo, cerca de 200 militares e mais de 26 viaturas atuam na ocorrência, entre elas: Auto Bomba Tanque, Auto Bomba Plataforma, Auto Bomba Florestal, Auto Transporte de Ataque, Auto Rápido, Auto Transporte de Pessoal e Unidade de Resgate.
Fogo controlado
O fogo conseguiu consumir dois galpões da fábrica, destes, os bombeiros já conseguiram controlar um. Até agora, o fogo foi confinado, controlado, mas ainda não foi apagado pela alta quantidade de material inflamável que ainda alimenta as chamas. O subcomandante assegurou que não há mais possibilidade de que o sinistro evolua para outras áreas e afete, por exemplo, uma área de mata que fica aos fundos dos galpões.

