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Desembargador Paulo Feitoza restabelece busca contra Maria do Carmo em investigação sobre vídeo com filha de Omar Aziz

MANAUS O desembargador Paulo Feitoza restabeleceu a ordem de busca e apreensão contra a ex-candidata ao Governo do Amazonas, Maria do Carmo Seffair, no âmbito da investigação que apura a divulgação de vídeo com a imagem da filha adolescente do governador eleito Omar Aziz (PSD). A decisão reverte a suspensão concedida em plantão judicial pela desembargadora Onilza Abreu Gerth, que havia atendido pedido da defesa após manifestação de entrega voluntária de celulares.

A investigação é conduzida pela Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA) da Polícia Civil do Amazonas. Segundo a apuração, o caso envolve a circulação de conteúdo eleitoral que expôs a imagem da menor de idade e a associou a situação vexatória envolvendo o próprio pai, fato que Omar Aziz repudiou publicamente. Mandados já foram cumpridos em Manaus e em São Paulo em endereços ligados a integrantes da equipe de marketing da campanha.

Com o restabelecimento da medida, a Polícia Civil fica novamente autorizada a realizar diligências para apreensão de aparelhos eletrônicos e documentos que possam contribuir para a perícia. Não há mandado de prisão. O objetivo da DEPCA é identificar a origem, produção e impulsionamento do material e analisar eventual violação ao Estatuto da Criança e do Adolescente, que prevê penalidades para quem submete menor a constrangimento.

A defesa de Maria do Carmo questiona a necessidade da medida e afirma colaborar com a apuração. Os advogados sustentam que a ex-candidata colocou seus dispositivos à disposição da Justiça e repudia o uso da imagem de crianças e adolescentes em disputa política. A defesa também reitera que a cliente não produziu nem autorizou a veiculação do vídeo com a adolescente e que criou site próprio apenas como direito de resposta durante a campanha.

Em manifestação anterior, Omar Aziz classificou o episódio como ataque à família e disse que a divulgação do vídeo ultrapassou os limites da disputa eleitoral. Ele negou as acusações associadas à antiga CPMI da Pedofilia e afirmou que o nome dele foi excluído do relatório final por votação dos parlamentares em 2004.

A decisão que restabelece a busca não representa condenação nem julgamento definitivo sobre a responsabilidade de Maria do Carmo. Trata-se de medida cautelar dentro do inquérito policial, que segue em andamento. Caberá ao Judiciário analisar o material periciado e aos órgãos de investigação apontarem eventual indiciamento ao final do procedimento.