SINETRAM – Contradiz Roberto Cidade, Reafirma Dívida Do Governo Do Amazonas E Mantém Suspensão Do Passe Livre Estudantil
O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram) veio a público para rebater frontalmente as declarações do presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), Roberto Cidade, reafirmando que o Governo do Estado mantém débitos milionários em aberto com o sistema de transporte coletivo de Manaus. Diante do impasse financeiro e da falta de repasses estaduais para custear a sua fatia no convênio do passe livre estudantil, a entidade manteve a suspensão do benefício para os alunos da rede pública estadual de ensino.
Em pronunciamento firme, o presidente do Sinetram, César Tadeu Teixeira, esclareceu os detalhes técnicos da crise e desmentiu a versão de que a gestão estadual estaria em dia com as suas obrigações contratadas. Segundo nota técnica apresentada pelo sindicato, o valor total devido pelo Estado chega a R$ 279 milhões. Para evitar a paralisação imediata da frota, o Sinetram vem pleiteando administrativamente um repasse mínimo e emergencial de R$ 36 milhões, verba considerada indispensável para honrar a folha de pagamento dos trabalhadores rodoviários e o pagamento do 13º salário neste final de ano.
“O risco de colapso é muito grande”, alertou César Tadeu Teixeira, ressaltando que, enquanto a Prefeitura de Manaus tem mantido os repasses da sua cota rigorosamente em dia — e até injetando recursos próprios extras para suprir a ausência do Estado —, a falta de pagamento do Governo do Amazonas coloca o sistema à beira do caos operacional. O dirigente enfatizou ainda que o sindicato aplica critérios rígidos de auditoria e cadastramento para o benefício, atendendo atualmente a mais de 44 mil estudantes habilitados, rebatendo insinuações de inconsistências no banco de dados.
A manutenção da suspensão do passe livre gera forte apreensão entre estudantes, pais e a comunidade escolar da rede estadual, especialmente na reta final do ano letivo. Enquanto o governo insiste em aguardar desdobramentos judiciais para tratar da dívida, o Sinetram cobra uma solução administrativa urgente e formal com a Prefeitura e o Estado, sob o aviso de que as empresas contratadas atingiram o limite de sua capacidade financeira para subsidiar o transporte dos alunos sem os devidos repasses governamentais.

