Polícia

Cleusimar, Ademar e mais cinco réus são condenados em nova sentença

Nova sentença no processo impõe penas por tráfico de drogas e associação para o tráfico; cinco condenados permanecem presos e dois poderão recorrer em liberdade.

A juíza Roseane do Vale Jacinto Cavalcante condenou, nesta quarta-feira (22), sete réus investigados na Operação Mandrágora pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico, no processo relacionado ao Caso Djidja Cardoso.

Foram condenados Cleusimar Cardoso Rodrigues, Ademar Farias Cardoso Neto, Verônica da Costa Seixas, Hatus Moraes Silveira, Sávio Soares Pereira, José Máximo Silva de Oliveira e Bruno Roberto da Silva Lima por tráfico de drogas, associação para o tráfico e outros crimes.

Na nova sentença, Cleusimar Cardoso Rodrigues, mãe da empresária Djidja Cardoso, foi condenada a mais de 10 anos de reclusão. A magistrada determinou o cumprimento da pena em regime inicial fechado, manteve a prisão preventiva e negou o direito de recorrer em liberdade.

O irmão de Djidja, Ademar Farias Cardoso Neto, foi condenado a 10 anos e 11 meses de reclusão, também em regime fechado. A juíza destacou a gravidade das condutas e as circunstâncias judiciais desfavoráveis para justificar o regime mais severo, mantendo sua prisão preventiva e negando o direito de recorrer em liberdade.

A ex-gerente do salão Belle Femme, Verônica da Costa Seixas, recebeu pena de 10 anos de reclusão, em regime fechado. Apesar da condenação, ela poderá recorrer em liberdade.

O personal trainer Hatus Moraes Silveira foi condenado a 10 anos e cinco meses de reclusão, em regime fechado, sem direito de recorrer em liberdade.

Verônica era gerente do salão Belle Femme (Foto: Junio Matos/AC/30/05/2024)

José Máximo Silva de Oliveira, proprietário da clínica veterinária MaxVet, foi condenado a 10 anos e seis meses de reclusão, também em regime fechado. A sentença manteve sua prisão preventiva e negou o direito de recorrer em liberdade.

O ex-namorado de Djidja, Bruno Roberto da Silva Lima, recebeu pena de oito anos e seis meses de reclusão, em regime inicialmente fechado. Diferentemente da maioria dos condenados, ele poderá recorrer da decisão em liberdade.

Entre os sete condenados, apenas Sávio Soares Pereira, funcionário da clínica MaxVet, cumprirá a pena inicialmente em regime semiaberto. Condenado a nove anos de reclusão, ele teve reconhecida a detração penal pelo período em que permaneceu preso preventivamente desde 8 de junho de 2024. A juíza considerou que o réu é primário e que não havia circunstâncias judiciais desfavoráveis suficientes para justificar a manutenção do regime fechado.

Depoimentos foram decisivos

Segundo a magistrada, os depoimentos de policiais civis do 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP), aliados às provas produzidas durante a investigação, foram fundamentais para a condenação dos réus.

Bruno, ex-namorado de Djidja Cardoso, foi condenado a oito anos e seis meses de reclusão em regime fechado (Foto: Paulo Bindá/AC/29/05/2024)

Bruno, ex-namorado de Djidja Cardoso, foi condenado a oito anos e seis meses de reclusão em regime fechado (Foto: Paulo Bindá/AC/29/05/2024)

Nova sentença

A decisão substitui a sentença proferida em 2024 pelo então juiz da 3ª Vara de Tráfico de Drogas, Celso de Paula. Na ocasião, os réus também haviam sido condenados por tráfico de drogas e associação para o tráfico.

Posteriormente, a Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Amazonas anulou o julgamento ao reconhecer que laudos periciais das substâncias apreendidas foram juntados aos autos fora do momento processual adequado, sem que a defesa tivesse oportunidade de se manifestar, em violação aos princípios do contraditório e da ampla defesa.

Com a anulação, o processo retornou à primeira instância, culminando na nova sentença proferida pela juíza Roseane do Vale Jacinto Cavalcante.

Caso Djidja

O processo está relacionado a morte da empresária, Dilemar “Djidja” Cardoso, 32 anos, ex-sócio proprietária do salão Belle Femme, que morreu em 28 de maio de 2024, no quarto da residência onde vivia com a mãe, Cleusimar, e o irmão, Ademar, no bairro Cidade Nova, zona Norte de Manaus.

O laudo do Instituto Médico Legal (IML) apontou como causa da morte depressão respiratória e cardíaca provocada pelo abuso de cetamina, substância utilizada na medicina veterinária como anestésico.

Em 30 de maio de 2024, o 1º DIP deflagrou a Operação Mandrágora, que resultou nas prisões preventivas de Cleusimar, Ademar e Verônica Seixas. Com eles, foram apreendidos frascos de cetamina, seringas e agulhas.

No mesmo dia, o maquiador Marlisson Dantas e a maquiadora Claudiele da Silva compareceram voluntariamente ao 1º DIP, acompanhados por seus advogados. Em 3 de junho, Bruno Roberto Lima prestou depoimento sobre a morte da ex-companheira.

Na segunda fase da operação, deflagrada em 7 de junho, Bruno Roberto e Hatus Moraes Silveira foram presos preventivamente. Também foram presos José Máximo Silva de Oliveira, proprietário da clínica veterinária MaxVet, além dos funcionários Emicley Araújo Freitas Júnior e Sávio Soares Pereira.

*Com Informações de A Crítica