Ancelotti lamenta eliminação e já projeta novo ciclo: “Não é o fim”
Técnico atribui derrota à eficiência de Haaland e explica escolha de Bruno
O técnico Carlo Ancelotti afirmou que o Brasil não merecia ser eliminado nas oitavas de final da Copa do Mundo após a derrota por 2 a 1 para a Noruega, neste domingo (5), em Nova Jersey, nos Estados Unidos. O treinador destacou o desempenho da equipe, mas reconheceu a qualidade do adversário e o protagonismo de Erling Haaland, autor dos dois gols noruegueses.
“Estamos muito tristes pelo resultado, mas foi uma experiência bonita, com um bom grupo. Quero agradecer aos jogadores, que trabalharam bem e criaram um bom ambiente. Pelo esforço de hoje, acho que não merecíamos perder, mas temos de reconhecer que a equipe rival tem jogadores muito bons que fizeram a diferença”, afirmou.
Ancelotti avaliou que o Brasil controlou boa parte da partida, apesar da superioridade da Noruega na posse de bola e no número de passes trocados. Segundo ele, a estratégia brasileira levou em consideração a movimentação do meia Martin Ødegaard e o risco de deixar Haaland em confrontos individuais.
“O jogo me parecia controlado. Tivemos oportunidades. Era complicado fazer uma pressão alta porque o Ødegaard recuava muito, e isso poderia deixar o Haaland no um contra um. Durante 70 minutos tivemos o jogo sob controle, mas o Haaland acabou decidindo”, explicou.
O treinador também justificou a escolha de Bruno Guimarães para cobrar o pênalti desperdiçado ainda no primeiro tempo, quando a partida seguia empatada sem gols. De acordo com Ancelotti, a decisão foi baseada em um levantamento estatístico do aproveitamento dos jogadores nas cobranças.
“Fizemos uma estatística de um ano. O melhor cobrador era o Neymar. Depois vinham Igor Thiago, Raphinha e Bruno Guimarães. Pensamos no que era melhor entre os jogadores que estavam em campo”, disse.
Com contrato renovado até 2030, o treinador italiano afirmou que a eliminação marca o início de um novo ciclo para a seleção brasileira. Segundo Ancelotti, a equipe reúne jovens promissores e atletas experientes que ainda podem contribuir para a próxima Copa do Mundo.
“Temos que administrar essa tristeza e depois pensar no futuro. Há um grupo sólido de jovens, jogadores experientes que podem continuar e outros que podem chegar. Uma derrota também representa um novo começo. Não é o fim, é o início de um novo ciclo”, concluiu.

