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URGENTE: Operação metástase expõe fraudes escandalosas na Saúde do Amazonas sob gestão de Wilson Lima

O governo de Wilson Lima, mais uma vez, é alvo de denúncias graves de corrupção. A Controladoria-Geral da União (CGU) e o Ministério Público do Amazonas (MP-AM) deflagraram a Operação Metástase, que investiga fraudes em contratos milionários na Secretaria de Estado da Saúde (SES-AM).

Segundo as investigações, empresas de uma mesma família combinavam preços e simulavam concorrência para vencer licitações, superfaturando valores e recebendo por serviços que muitas vezes nunca foram entregues. O prejuízo inicial é de mais de R$ 1 milhão, e a expectativa é que o rombo seja ainda maior.

Foram cumpridos 27 mandados de busca e apreensão, três prisões preventivas, além do bloqueio de bens e suspensão de contratos. Essa é a segunda fase da Operação Jogo Marcado, que já havia apontado a existência de uma rede de corrupção dentro da gestão estadual.

O escândalo atual reacende a memória recente de outros casos de corrupção que marcaram o governo Wilson Lima — especialmente durante a pandemia de COVID-19.
Em 2020, o Amazonas foi palco de um dos episódios mais vergonhosos da história recente: a compra de respiradores superfaturados em uma loja de vinhos, sem licitação, no valor de R$ 2,9 milhões. O caso ficou conhecido nacionalmente e resultou em investigações da Polícia Federal, da CGU e do Ministério Público Federal (MPF).

Na época, o próprio Wilson Lima foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por organização criminosa e peculato, sob a suspeita de ter participado diretamente das irregularidades. O governador chegou a ser alvo de busca e apreensão em sua residência oficial, no auge da pandemia, enquanto o sistema de saúde do Amazonas colapsava, e pacientes morriam por falta de oxigênio e leitos.

Agora, cinco anos depois, a história se repete. A cada nova operação, o governo Wilson Lima demonstra o quanto a corrupção se enraizou na máquina pública estadual.

Enquanto empresários e servidores enriquecem com dinheiro público, a população continua enfrentando hospitais lotados, falta de medicamentos e descaso nos serviços básicos de saúde.

CGU e MP-AM afirmam que novas fases da operação podem ser deflagradas em breve. A sensação é de que a “metástase” da corrupção no governo Wilson Lima está longe de ser estancada.