Descaso total: Borba embolsa R$ 39 milhões do Fundeb e crianças comem merenda vencida, Veja vídeos
Amazonas – A educação do município de Borba volta a ser manchete de escândalo. Desta vez, alunas da Escola João Ramos Gonçalves, localizada na Comunidade Vila Gomes, denunciaram que a merenda escolar distribuída aos estudantes está vencida.
Em vídeo de denúncias, crianças exibem pacotes de leite e achocolatado fora do prazo de validade que estariam sendo entregues em diversas escolas da cidade.
O caso é alarmante e pode colocar em risco direto a saúde dos alunos. Especialistas alertam que o consumo de alimentos vencidos pode provocar intoxicação alimentar, diarreia, vômitos, febre, desidratação e até infecções graves, especialmente em crianças, que possuem maior vulnerabilidade imunológica.
A denúncia escancara um contraste revoltante: Borba já recebeu mais de R$ 39 milhões do Fundeb somente entre janeiro e setembro deste ano.
Em julho, foram repassados R$ 1,93 milhão; em setembro, mesmo sem o mês ter terminado, o valor já chegava a R$ 1,24 milhão.
No total, desde o inicio do ano, foram mais de R$ 39.179.000,00 que entraram nos cofres da prefeitura para investimentos exclusivos na educação.
Apesar disso, alunos seguem recebendo alimentos estragados, em uma clara afronta ao direito à alimentação escolar garantido por lei.
O prefeito de Borba, Raimundo Santana de Freitas, conhecido como Toco Santana, já responde a denúncias formais no Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM).

O processo, registrado sob o número 13683/2025, aponta indícios de desvios de recursos do Fundeb, contratos suspeitos e falta de transparência no uso dos repasses milionários. Agora, com o escândalo da merenda vencida, a pressão aumenta para que a gestão municipal explique como tanto dinheiro chega ao município e, em vez de garantir uma alimentação digna, expõe crianças ao risco de doenças.
A situação em Borba não é apenas um caso de má administração: é uma violação grave dos direitos das crianças.
Em comunidades ribeirinhas e rurais, onde muitas famílias dependem exclusivamente da merenda escolar para garantir a nutrição diária, entregar alimentos vencidos é condenar os alunos ao risco de adoecimento e desnutrição.
A denúncia exige investigação urgente por parte do Ministério Público, Polícia Federal e órgãos de controle, para:
Apurar quem autorizou a distribuição dos alimentos vencidos;

Identificar empresas fornecedoras e contratos envolvidos;

Responsabilizar gestores que, mesmo com recursos milionários em caixa, falharam em garantir o mínimo: comida de qualidade e dentro do prazo de validade para as crianças.
Borba recebe cifras milionárias em nome da educação, mas entrega vergonha, risco à saúde e descaso.
A cidade, que já carrega denúncias de desvios e corrupção, agora se vê diante de um crime ainda mais cruel: colocar em perigo a vida de seus próprios alunos.

