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⁠Conselheiras do Coren-AM são questionadas por atuação na Ouvidoria e na fiscalização da enfermagem

ChapaS 1 e 2 pregam o que não corresponde com a realidade, na teoria e uma coisa na prática e outra.

Quantos profissionais ficaram sem respostas quando denunciavam um assédio dentro das unidades hospitalares do Amazonas? Sendo que representantes da chapa já fazem parte da chapa que foi eleita na última eleição do COREN/AM

A atuação de conselheiras do Conselho Regional de Enfermagem do Amazonas (Coren-AM) passou a ser questionada em meio ao processo eleitoral da entidade. As críticas envolvem a condução da Ouvidoria, a elaboração de pareceres técnicos e o acompanhamento das atividades de fiscalização do exercício profissional da enfermagem no estado. As cobranças são direcionadas principalmente às conselheiras Daniely Cristina Guimarães Negreiros e Helen Cristine Albuquerque Bezerra, que integram chapas concorrentes na disputa pelo comando do Conselho.

DENÚNCIAS

Uma das principais denúncias diz respeito à Ouvidoria, canal responsável pelo recebimento de manifestações, reclamações e denúncias dos profissionais. A Portaria Coren-AM nº 465, de 18 de junho de 2024, designou Daniely Cristina como coordenadora do setor, atribuindo a ela a responsabilidade de atuar como canal direto entre os profissionais e a Presidência, além de analisar as informações recebidas e desenvolver fluxos de relacionamento institucional. Segundo os relatos encaminhados à reportagem, durante o período em que esteve à frente da função, manifestações teriam ficado sem respostas satisfatórias e denúncias não teriam sido devidamente encaminhadas aos setores responsáveis.

PORTARIA

QUESTIONAMENTOS

A situação levanta questionamentos sobre a efetividade do principal canal de comunicação entre a categoria e o Conselho. Profissionais relatam insatisfação com a demora no atendimento das demandas e cobram esclarecimentos sobre o destino das manifestações registradas. A denúncia aponta que Daniely permaneceu à frente da Ouvidoria por quase dois anos, mas ainda não foram apresentados à reportagem relatórios de atendimento, indicadores de resposta ou documentos que permitam dimensionar o volume de reclamações e verificar os encaminhamentos realizados durante sua gestão.

DOCUMENTOS X CONTROVÉRSIAS

Outro ponto envolve Helen Bezerra, integrante da Chapa 1 de Enfermeiros, cuja atuação nas Câmaras Técnicas e na elaboração de pareceres é questionada. Segundo as declarações recebidas, documentos apresentados ao Plenário do Coren-AM teriam retornado com ressalvas e solicitações de correção, gerando questionamentos sobre a qualidade e a conclusão dos pareceres solicitados por profissionais e instituições de saúde. A reportagem recebeu relatos de que demandas relacionadas a problemas enfrentados pela enfermagem aguardariam posicionamentos do Conselho. Entretanto, ainda são necessários os pareceres, as atas das reuniões e os registros de tramitação para verificar a extensão dessas críticas.

FISCALIZAÇÃO

As cobranças também alcançam as atividades de fiscalização. A Portaria Coren-AM nº 108, de 14 de fevereiro de 2024, designou Helen Bezerra, Júlio dos Santos Cunha e Daniely Cristina para acompanhar as atividades de fiscalização do exercício profissional da enfermagem no Amazonas, estabelecendo Helen como coordenadora do grupo. O documento prevê ainda auxílio de representação pelo cumprimento da atividade. Diante disso, os questionamentos são sobre quais ações foram desenvolvidas pelos conselheiros, quais resultados foram alcançados e se houve apresentação de relatórios ao Plenário sobre as dificuldades relatadas pelos profissionais nas unidades de saúde.

COORDENAÇÃO SOB SUSPEITA

A documentação também registra outras atribuições exercidas pelas conselheiras. Em 3 de dezembro de 2025, a Portaria nº 1318 alterou a composição da Câmara de Ética 2 do Coren-AM, incluindo Helen Bezerra como integrante efetiva e Daniely Cristina e Mônica Lima de Melo e Melo como suplentes. O documento demonstra a participação das conselheiras nessa estrutura, mas não permite concluir, por si só, que houve irregularidade ou omissão no desempenho das funções. Portaria

ATUAÇÃO SOB SUSPEITA

Mônica Melo também aparece entre os nomes citados nas denúncias. Segundo as informações encaminhadas à reportagem, ela exerce a presidência do Coren-AM após a saída da então presidente, Alexandra, que deixou a função para participar da disputa eleitoral. As declarações ainda apontam que Mônica ocupa uma função na Secretaria de Saúde, relacionada à área de urgência e emergência, e questionam sua atuação em ambas as posições. A reportagem, contudo, ainda não recebeu documentação suficiente para confirmar a natureza do vínculo, as atribuições do cargo ou eventual incompatibilidade funcional. Por isso, os questionamentos precisam ser esclarecidos pelas instituições envolvidas.

Diante das informações e dos documentos apresentados, permanecem perguntas importantes: quantas manifestações foram recebidas pela Ouvidoria durante a coordenação de Daniely e quantas tiveram encaminhamento concluído? Quais resultados foram produzidos pelo grupo responsável pelo acompanhamento da fiscalização? Quais pareceres técnicos foram apresentados, quais ressalvas receberam e qual foi o andamento das solicitações dos profissionais? Também é necessário esclarecer quais são as atuais atribuições das conselheiras e como elas se relacionam com as propostas apresentadas durante a campanha eleitoral.

O Portal JJ considera fundamental que o Coren-AM apresente esclarecimentos sobre os questionamentos, com dados oficiais, relatórios de atividades e documentos que permitam avaliar a atuação dos responsáveis. As conselheiras citadas, assim como a Presidência do Conselho, devem ter espaço para apresentar suas versões e responder às denúncias. O objetivo é garantir transparência sobre a gestão de uma entidade responsável por representar e fiscalizar o exercício profissional da enfermagem no Amazonas, especialmente em um momento em que a categoria escolhe seus representantes.